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A Engrenagem Financeira das Compensações

O professor de finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro e organizador do livro “A história dos seguros no Brasil”, Alexis Cavichini, afirma que “os seguros estão por trás dos grandes empreendimentos que mudaram o mundo”.

Para justificar, cita o exemplo de Veneza, ainda que de forma rústica, em que os embriões das seguradoras de hoje atuavam como cooperativas que emitiam uma espécie de garantia para várias expedições ao mesmo tempo.

Com isso, o risco de uma fatalidade diminuía, o custo se pulverizava e sobravam mais verbas para novas viagens. Essa contabilidade, multiplicada pelo infinito conjunto de ramos em que as seguradoras podem espalhar seus serviços, ajuda a explicar por que essas empresas, pelo menos as de ponta,  mantêm-se constantes e firmes com as tragédias significativas que atendem, como a queda das torres gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Para ter uma ideia dos volumes aplicados de compensações, as cinco maiores tragédias do mundo apresentam as cifras de cobertura abaixo citadas:

1º - Furacão Katrina – agosto 2005 – Estados Unidos/Golfo do México/Bahamas/Atlântico Norte

            US$72 bilhões de dólares

2º - Furacão Andrew – agosto 1992 – Estados Unidos

            US$24 bilhões de dólares

3º - Ataques de 11 de setembro – setembro 2001 – Estados Unidos

            US$23 bilhões de dólares

4º - Terremoto Northridge  - janeiro 1994 – Estados Unidos

            US$20 bilhões de dólares

5º - Furacão Ike – setembro 2008 – Estados Unidos/Golfo do México/Caribe

            US$20,4 bilhões

As engrenagens dos seguros e resseguros empenham o melhor desempenho na reconstrução do que virou ruína nesses episódios e no reerguimento pessoal das vítimas.

E, de acordo com a linha de raciocínio de Alexis Cavichini, se há um gasto maior e até bem maior do que o esperado numa área, as outras áreas em contrapartida sem custo, isso permite que a linha do saldo médio das companhias se mantenha inabalável.

Até as maiores dificuldades financeiras geradas pelos empréstimos hipotecários não pagos nos Estados Unidos são perfeitamente suportadas pela rede de seguros.

Com isso, os seguros resguardam os financiamentos que empurram a humanidade nas áreas de tecnologia, saúde, previdência, educação e de bem-estar, garantindo a reconstrução e a vida do homem.

O que no início era prosaico, com o passar dos séculos passou a ser completo e, a cada novo tempo, inovador, com abrangências e inspirações inimagináveis.